Founded by Ricardo Costa, POÉMIA bridges Portuguese boatbuilding heritage, the precision of fine pastry, and structural innovation. The Lisbon-based studio creates striking wooden light sculptures defined by material tension, organic fluidity, and a profound sensory presence for the modern interior.
A Fundação da Forma
No vibrante panorama do design contemporâneo de Lisboa, a POÉMIA surge como uma voz cativante da arte estrutural. Fundado em 2024 pelo artista Ricardo Costa, o estúdio opera na intersecção precisa entre a engenharia e as belas-artes. A relação de Ricardo com a madeira, no entanto, começou muito antes da marca existir. Como filho e neto de carpinteiros navais, cresceu próximo do mundo da construção naval tradicional, rodeado de madeira, ferramentas e dos gestos pacientes da oficina. Esta proximidade precoce deu-lhe uma compreensão intuitiva do material: a sua resistência, o seu calor, os seus limites e a sua notável capacidade de transformação.
Antes de fundar a marca, Ricardo desenvolveu uma grande disciplina no mundo da alta pastelaria, um campo que cultivou um raro sentido de precisão, controlo técnico e delicadeza. Essa experiência influencia agora discretamente o seu trabalho com a madeira, conferindo às peças da POÉMIA um equilíbrio perfeito entre engenharia e expressão poética. A marca dedica-se inteiramente a investigar os limites físicos da madeira e o seu calor inerente, produzindo esculturas leves que ancoram os espaços que habitam com uma elegância duradoura.
A geometria da função e da forma
Nas mãos de Ricardo, a madeira é abordada como uma entidade viva. Torna-se fluida sem perder a sua resistência, expressiva sem se tornar excessiva. No centro da prática da POÉMIA está a exploração da madeira curvada. Utilizando uma técnica própria, o estúdio leva o material a níveis notáveis de curvatura e tensão, mantendo-o num estado de energia suspensa. É aqui que a marca encontra a sua verdadeira linguagem: no ponto de encontro entre controlo e rendição, tensão e luz.

“O que mais me fascinou foi o potencial de levar a madeira aos seus limites sem quebrar, e a notável capacidade deste material de se adaptar e assumir novas formas.”
Ricardo Costa
A geometria da função e da forma é visível em cada arco, curva ampla e junção perfeita. A proporcionalidade e o volume são cuidadosamente calibrados, garantindo que a integridade estrutural da madeira seja mantida, ao mesmo tempo que se alcançam silhuetas orgânicas e minimalistas. Como reflete Ricardo Costa: "O que mais me fascinou foi o potencial de levar a madeira ao seu limite sem que se partisse, e a notável capacidade deste material de se adaptar e assumir novas formas."
Uma atmosfera de calor e presença sensorial
Estas peças de iluminação são presenças esculturais, concebidas para conter a iluminação com intenção absoluta. As curvas suavizam a rigidez inerente ao material, ilustrando como o design funciona como uma colaboração entre a visão humana e o comportamento orgânico. Para além das suas impressionantes conquistas estruturais, as criações da POÉMIA oferecem uma presença sensorial profunda. Objetos como o Candeeiro de Mesa Maré demonstram o domínio da marca sobre o ambiente interior, lembrando-nos que o material pode guardar memórias e que a luz, quando moldada com cuidado, se torna quase arquitetónica.
Quando iluminada, ativa-se uma relação íntima entre a fonte de luz e a superfície de madeira. A luz banha suavemente o veio natural exposto, destacando as texturas, tons e variações únicas de cada peça individual de madeira. A sua fluidez orgânica evoca o movimento das ondas e a memória do mar, criando uma ligação poética entre matéria, luz e espaço. As curvas suaves e tensas convidam a mão, enraizando a experiência visual na realidade física. Viver com uma peça POÉMIA é um envolvimento contínuo e diário com a luz, a sombra e a materialidade.
Ressonância global e um território vivo para o design
Cada modelo é criado em edições limitadas, garantindo uma experiência única e exclusiva para o colecionador. O impacto da visão da POÉMIA fez-se sentir rapidamente na comunidade global de design, onde os críticos de design frequentemente celebram as peças como verdadeiras esculturas de luz.
Ricardo Costa pertence a uma geração de criadores portugueses que está a redefinir o artesanato como um território vivo de investigação, forma e imaginação. A sua presença crescente nos contextos internacionais de design reflete o reconhecimento da sua mestria e afirma a relevância global de uma nova linguagem de design portuguesa voltada para o futuro. O legado que a POÉMIA está atualmente a construir é de verdade estrutural e luminosidade duradoura.
O trabalho de Ricardo Costa revela uma sensibilidade rara à inteligência dos materiais e à integridade formal. A POÉMIA conquista o seu lugar na The Portuguese List ao transformar as tradições rigorosas da marcenaria naval numa forma de arte fluida e contemporânea. Admiramos profundamente esta marca por criar objetos que personificam o design com alma, convidando-nos a abrandar e a experimentar a profunda poesia do movimento orgânico.






