Cork Padel
Onde o Desempenho se Encontra com o Design Português


Com a cortiça no centro e o design português na essência, a Cork Padel redefine a raquete de padel com precisão, intenção e identidade.

Num recanto tranquilo perto de Fátima, entre o olival e a indústria, dá-se forma a um objeto desportivo diferente. À primeira vista, as raquetes fabricadas pela Cork Padel não procuram chamar a atenção. As suas superfícies são mate, a sua paleta é contida, a sua forma é precisa. Mas quando seguradas na mão - e em movimento - revelam a sua intenção: atuar com clareza, durar com graça e falar, sem excessos, da sua origem.

A marca nasce em 2016 pelas mãos de Ricardo Correia, num gesto que é menos comercial do que cultural. Procurava-se uma alternativa à produção massificada e sem identidade. Uma raquete que pudesse refletir a qualidade do jogo, mas também a paisagem, o saber-fazer e a matéria portuguesa. A escolha recaiu sobre a cortiça — não apenas como símbolo, mas como fundamento. Renovável, resistente, naturalmente absorvente, a cortiça tornou-se o ponto de partida para uma abordagem diferente.

No centro da Cork Padel está a atenção aos materiais e ao detalhe. As raquetes são construídas em camadas que combinam cortiça, fibra de carbono e outros compostos de alta performance. A cortiça amortece a vibração, protege as articulações e melhora o conforto em jogo. O resultado não se impõe — responde. Cria uma ligação mais próxima entre quem joga e o objeto que tem nas mãos.

Cada raquete é produzida integralmente em Portugal, num processo que junta sensibilidade artesanal e precisão tecnológica. Mais de 80% dos materiais utilizados são reciclados ou recicláveis. Não se trata apenas de sustentabilidade como tendência, mas de coerência com a origem e com o tempo que o objeto pede. O acabamento é contido, a linguagem visual é silenciosa. Aqui, a forma segue a função — mas sem perder poesia.

Esse rigor técnico não passou despercebido ao mais alto nível do desporto. Nos últimos anos, as raquetes da Cork Padel começaram a surgir nas mãos de jogadores profissionais um pouco por todo o mundo. São atletas de topo que escolheram estas raquetes não por moda, mas por confiança: pela leveza, pela precisão, pela capacidade de manter desempenho mesmo sob pressão. A escolha é silenciosa, mas eloquente.

É também nesse espírito que surgem em imagens espontâneas, como a que captou Cristiano Ronaldo com uma raquete Cork Padel— não como gesto de campanha, mas como sinal de afinidade com o objeto e com o que ele representa.

As palavras que orientam a marca — qualidade, inovação, orgulho nacional — não funcionam como slogans, mas como direções. Inovar sem barulho. Produzir com consciência. Permanecer próximo da origem. Nesse sentido, a Cork Padel inscreve-se numa linhagem contemporânea do design português: a que avança sem pressa, escavando mais fundo naquilo que já está aqui — a terra, a matéria, o tempo bem investido.

A Cork Padel faz parte da THE PORTUGUESE LIST não apenas pelo que cria, mas pela forma como o faz. É um lembrete de que o desporto também pode ser um lugar de contemplação. Que o desempenho não exclui a beleza. E que mesmo no ritmo do jogo, pode haver espaço para silêncio — para um objeto que nos devolve, discretamente, ao lugar de onde veio.